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Thursday, December 07, 2006

Reprodução Humana

  • SISTEMA REPRODUTOR MASCULINO

O sistema reprodutor masculino é formado por:

-Testículos ou gónadas

-Vias espermáticas: epidídimo, canal deferente, uretra.

-Pénis

-Escroto

-Glândulas anexas: próstata, vesículas seminais, glândulas bulbouretrais.

Testículos: são as gónadas masculinas. Cada testículo é composto por um emaranhado de tubos, os ductos seminíferos Esses ductos são formados pelas células de Sertoli (ou de sustento) e pelo epitélio germinativo, onde ocorrerá a formação dos espermatozóides. No meio dos ductos seminíferos, existem as células intersticiais ou de Leydig (nomenclatura antiga) e produzem as hormonas sexuais masculinas, sobretudo a testosterona, responsáveis pelo desenvolvimento dos órgãos genitais masculinos e dos caracteres sexuais secundários:
-Estimulam os folículos pilosos para que façam crescer a barba masculina e o pêlo pubiano.
-Estimulam o crescimento das glândulas sebáceas e a elaboração do sebo.
-Produzem o aumento de massa muscular nas crianças durante a puberdade, pelo aumento do tamanho das fibras musculares.
-Ampliam a laringe e tornam mais grave a voz.
-Fazem com que o desenvolvimento da massa óssea seja maior, protegendo contra a osteoporose.


Epidídimos: são dois tubos enovelados que partem dos testículos, onde os espermatozóides são armazenados.

Canais deferentes: são dois tubos que partem dos testículos, circundam a bexiga urinária e unem-se ao ducto ejaculatório, onde desembocam as vesículas seminais.

Vesículas seminais: responsáveis pela produção de um líquido, que será libertado no ducto ejaculatório que, juntamente com o líquido prostático e espermatozóides, entrarão na composição do sémen. O líquido das vesículas seminais age como fonte de energia para os espermatozóides e é constituído principalmente por frutose, apesar de conter fosfatos, nitrogénio não protéico, cloretos, colina (álcool de cadeia aberta considerado como integrante do complexo vitamínico B) e prostaglandinas (hormonas produzidas em numerosos tecidos do corpo. Algumas prostaglandinas actuam na contracção da musculatura lisa do útero na dismenorréia – cólica menstrual, e no orgasmo; outras actuam promovendo vasodilatação em artérias do cérebro, o que talvez justifique as cefaléias – dores de cabeça – da enxaqueca. São formados a partir de ácidos insaturados e podem ter a sua síntese interrompida por analgésicos e antiinflamatórios).

Próstata: glândula localizada abaixo da bexiga urinária. Secreta substâncias alcalinas que neutralizam a acidez da urina e activa os espermatozóides.

Glândulas Bulbo Uretrais ou de Cowper: têm secreção transparente que é lançada dentro da uretra para limpá-la e preparar a passagem dos espermatozóides. Também tem função na lubrificação do pénis durante o acto sexual.

Pénis: é considerado o principal órgão do aparelho sexual masculino, sendo formado por dois tipos de tecidos cilíndricos: dois corpos cavernosos e um corpo esponjoso (envolve e protege a uretra). Na extremidade do pénis encontra-se a glande - cabeça do pénis, onde podemos visualizar a abertura da uretra. Com a manipulação da pele que a envolve - o prepúcio - acompanhado de estímulo erótico, ocorre a inundação dos corpos cavernosos e esponjoso, com sangue, tornando-se rijo, com considerável aumento do tamanho (erecção). O prepúcio deve ser puxado e higienizado a fim de se retirar dele o esmegma (uma secreção sebácea espessa e esbranquiçada, com forte odor, que consiste principalmente em células epiteliais descamadas que se acumulam debaixo do prepúcio). Quando a glande não consegue ser exposta devido ao estreitamento do prepúcio, diz-se que a pessoa tem fimose.

  • SISTEMA REPRODUTOR FEMININO


O sistema reprodutor feminino é constituído por:

- dois ovários,

-duas tubas uterinas (trompas de Falópio)

- um útero

- uma vagina

- uma vulva

Ele está localizado no interior da cavidade pélvica. A pelve constitui um marco ósseo forte que realiza uma função protetora.
A vagina é um canal de 8 a 10 cm de comprimento, de paredes elásticas, que liga o colo do útero aos genitais externos. Contém de cada lado de sua abertura, porém internamente, duas glândulas denominadas glândulas de Bartholin, que secretam um muco lubrificante.
A entrada da vagina é protegida por uma membrana circular - o hímen - que fecha parcialmente o orifício vulvo-vaginal e é quase sempre perfurado no centro, podendo ter formas diversas. Geralmente, essa membrana se rompe nas primeiras relações sexuais.
A vagina é o local onde o pénis deposita os espermatozóides na relação sexual. Além de possibilitar a penetração do pénis, possibilita a expulsão da menstruação e, na hora do parto, a saída do bebê.
A genitália externa ou vulva é delimitada e protegida por duas pregas cutâneo-mucosas intensamente irrigadas e inervadas - os grandes lábios. Na mulher reprodutivamente madura, os grandes lábios são recobertos por pêlos pubianos. Mais internamente, outra prega cutâneo-mucosa envolve a abertura da vagina - os pequenos lábios - que protegem a abertura da uretra e da vagina. Na vulva também está o clitóris, formado por tecido esponjoso eréctil, homólogo ao pénis do homem.

  • Legislação sobre o aborto

Um aborto, como quase tudo na vida, pode ser encarado de diferentes perspectivas e, consequentemente ter significados diferentes para pessoas diferentes.

Será um aborto uma simples intervenção cirúrgica e, portanto, pode ser encarado da mesma forma que se encara uma apendicectomia'

Razões de saúde

Estas razões não se prendem apenas com os aspectos físicos. Incluem também o aspecto psíquico e já estão previstos nas alíneasa) e b) do número 1. do artigo 142 do Código Penal.

Malformação do feto

Estes casos estão previstos na alínea c) do número 1. do artigo 142 do Código Penal.

Doença hereditária ou transmissível ao feto

Estes casos estarão, asim como doenças semelhantes previstos no número 1. do artigo 142 do Código Penal.

Violação

Estes casosestão previstos na alínea b) do número 1. do artigo 142 do Código Penal.

A idade da mãe

Estes casos estão previstos na actual lei mas podem ser muito reduzidos com educação sexual adequada e aconselhamento acompanhamento dos jovens.

Razões económicas

Estes casos não estão previstos na actual lei, mas poderão ser substancialmente reduzidos com planeamento familiar e o recurso à esterialização de um dos membros do casal.

Razões profissonais

Estes casos não estão previstos na actual lei, mas poderão substancialmente reduzidos com planeamento familiar.

  • Métodos contraceptivos

"A contracepção talvez seja a principal preocupação das mulheres em idade fértil, em todo o mundo. Para percebermos isso, basta analisarmos a alta taxa de gravidezes não planeadas. Os métodos contraceptivos, ainda hoje, são temas de várias polémicas e a maioria das mulheres, e também dos homens, ainda têm muitas dúvidas a respeito."

Introdução

Não adianta saber da existência dos diferentes métodos, é essencial o conhecimento de seu funcionamento, sua eficácia, vantagens e desvantagens. O desconhecimento desses factores leva ao seu uso inadequado, com o risco de uma gravidez indesejada.
É importante que se tenha em mente que antes de optar por um método contraceptivo específico, é recomendável que se consulte um ginecologista, que será capaz de avaliar seu caso, já que nem todas as mulheres podem usar todos os métodos disponíveis. Ou seja, existem algumas contra-indicações. Além do mais, durante a consulta, o médico esclarecerá suas dúvidas e discutirá com você o melhor método indicado.

Os métodos contraceptivos são classificados em cinco grupos:


• Métodos comportamentais;

• Métodos de barreira;

• Dispositivos intra-uterinos;

• Contracepção hormonal;

• Contracepção cirúrgica;


Métodos Comportamentais
Esses métodos baseiam-se na observação das características do ciclo menstrual, com abstinência sexual durante alguns períodos. Requerem que a mulher esteja sempre atenta aos sinais e seja capaz de reconhecê-los adequadamente, já que podem ocorrer variações importantes. Geralmente, calcula-se a data provável da ovulação e faz-se a abstinência por 4 dias antes e três dias depois dessa data, período de maior fertilidade da mulher. A importância principal desse grupo de métodos é para as mulheres com impedimento religioso ou cultural aos outros métodos.
Esses métodos apresentam baixa eficácia, alteram o comportamento do casal, dependem de motivação e aprendizagem e não protegem contra doenças sexualmente transmissíveis/AIDS.

1. Tabelinha, Ritmo, Ogino Knaus
A famosa tabelinha é bastante utilizada, ainda hoje. Consiste no cálculo do provável dia da ovulação e na abstinência sexual por 7 dias, nessa época. Esse método, porém, só deve ser utilizado por mulheres que tenham os ciclos menstruais regulares e que ovulem sempre no 14º dia do ciclo. Para sua aplicação, devem ser observados os ciclos por pelo menos 6 meses, antes do início.
O modo de usar é bastante simples. Utiliza-se a data provável da próxima menstruação e subtrai-se o número 14. O resultado é o dia provável da ovulação. Agora basta contar 4 dias antes e 4 dias depois. Durante esse tempo, o casal não deve ter relações sexuais. Vamos dar um exemplo:
Vamos supor que o primeiro dia de sua próxima menstruação será no dia 20. Bom, agora subtraímos 14 de 20 (20-14=6). A data provável da menstruação é dia 6. Subtraímos 4 dias e somamos 4 dias a essa data. Assim, a abstinência deve ser feita do dia 2 ao dia 10.

2. Temperatura Basal
Baseia-se no facto de que após a ovulação ocorre um aumento da temperatura corporal, em 0,3-0,8ºC, por três dias. Antes de iniciar o uso desse método, a mulher deve ter um período de alguns meses, no qual ela avaliará sua temperatura todos os dias e anotará em um gráfico, o que ajudará na determinação do padrão de elevação da temperatura. Para isso, todos os dias, ao acordar, antes mesmo de se levantar e antes de escovar os dentes, a mulher mede a temperatura com termómetro colocado debaixo da língua, anotando o valor em um gráfico. Após a determinação do padrão de aumento da temperatura, o método funciona da seguinte maneira: o casal deve fazer abstinência sexual durante toda a primeira parte do ciclo (ou seja, depois da menstruação) até três dias depois que a temperatura aumentou.

3. Muco cervical, Billings
Com este método, a mulher tenta prever o período fértil por meio da análise do muco proveniente do colo uterino. Logo depois da menstruação, existe um período em que a vagina permanece muito ressecada, e o muco vai aumentando aos poucos e vai se tornando mais escorregadio e elástico (a mulher consegue fazer um "fio" com o muco, abrindo os dedos). Ele fica mais elástico na época da ovulação. Assim, o casal deve fazer abstinência desde o período em que existe pouco muco até três dias depois da data de maior elasticidade.

4. Método Sintotérmico
É o uso conjunto dos três métodos anteriores. Aumenta a eficácia.

5. Ejaculação extravaginal (coito interrompido)
Consiste em retirar do pénis da vagina, antes da ejaculação. Não é um método recomendado, pois leva a um acto sexual incompleto e a ansiedade no casal. O índice de falha é alto porque muitos homens não conseguem controlar o momento da ejaculação e, além disso, o líquido seminal eliminado antes da ejaculação também contém espermatozóides. O uso constante desse método pode favorecer o desenvolvimento de dor pélvica na mulher, pois como ela não tem orgasmo há uma vasodilatação com acúmulo de sangue na região da pelve. Outro problema associado a esse método é que ele pode gerar, no homem, ejaculação precoce e disfunção erétil (impotência).


Métodos de Barreira
Esses métodos impedem que os espermatozóides cheguem ao útero.

1. Preservativo
Existem modelos masculino e feminino (raramente usado). O preservativo masculino é um método bastante utilizado, mas depende de uso correcto. A grande vantagem é que, além de proteger contra uma gravidez indesejada, protege contra doenças sexualmente transmissíveis/AIDS.
A principal desvantagem do preservativo masculino é a necessidade de colocação durante o acto sexual, antes de qualquer tipo de penetração. Além disso, requer motivação do casal. Algumas pessoas podem apresentar alergia. O preservativo feminino pode ser colocado bem antes da relação sexual e é mais resistente que a masculina; porém, não é muito estética.

2. Diafragma
É um dispositivo de borracha ou silicone que recobre o colo uterino. A eficácia desse método aumenta quando a mulher utiliza espermicida associado. Pode ser reutilizado, desde que seja bem lavado após o uso, e conservado com um pouco de amido (maisena) polvilhado. Ele deve ser colocado pelo menos 15 minutos antes da relação sexual, e deve ser retirado até 6 a 8 horas depois. Existem algumas alterações anatómicas que impedem seu uso.

3. Esponja
É uma pequena esponja feita de poliuretano, com espermicida. É descartável e de fácil colocação. Entretanto, é um produto importado e de alto custo.


4. Espermicida
São substâncias que matam os espermatozóides. Quando usados sozinhos não conferem protecção adequada. Os principais são: nonoxinol-9, octoxinol-9, menfegol.


5.Dispositivo Intra-Uterino (DIU)
O DIU é o método contraceptivo mais utilizado no mundo. É um dispositivo geralmente feito de cobre, que é colocado dentro do útero e leva a várias modificações do útero e da tuba uterina, além de provocar reacções que matam os espermatozóides.
Existem dois tipos principais: 1) o DIU de cobre, largamente utilizado, disponível no sistema único de saúde; e 2) o DIU com hormônio (um tipo de progesterona), de alta eficácia e que apresenta uma ação especial de alterar o muco do colo uterino, impedindo que os espermatozóides cheguem ao útero. O DIU é colocado pelo médico, de preferência durante o período menstrual, e apresenta durabilidade de alguns anos (depende do tipo). É extremamente eficaz, sendo que o risco de gravidez é bastante pequeno.


Contracepção Hormonal
São constituídos de hormônios sintéticos, geralmente a associação de um tipo de estrogénio e um tipo de progesterona. Esses métodos atuam no centro regulador do ciclo menstrual, levando a um estado em que a mulher não ovula. São bastante eficazes, com uma taxa de gravidez muito baixa.
Durante seu uso, podem ocorrer sangramentos irregulares, aparecimento de manchas no rosto e leve ganho de peso.

1. Contraceptivos Orais
São as famosas pílulas. Elas devem ser iniciadas no primeiro dia da menstruação e continuadas por 21 dias consecutivos, sem falhar. Após o término da cartela, a mulher faz uma pausa de sete dias e reinicia o uso no oitavo dia. É importante tomar a pílula sempre no mesmo horário, recomendação especialmente válida para as mini-pílulas.
Os mais utilizados são os combinados, estrogénio + progesterona. Entretanto existe a mini-pílula, que contém apenas progesterona, e é utilizada principalmente em mulheres que estão amamentando e naquelas que apresentam contra-indicações ao uso de estrogénio, como mulheres com enxaqueca. A mini-pílula deve ser usada de forma contínua, sem pausas.
Devemos ressaltar que os contraceptivos orais actuais não aumentam muito o risco de trombose, devido a uma dose mais baixa de estrogénio. Porém esse risco ainda existe, o que não impede seu uso em mulheres saudáveis e não-tabagistas.
Esses contraceptivos apresentam alguns efeitos benéficos, além de impedirem a gravidez:
• Regularizam os ciclos menstruais;• Promovem alívio da tensão pré-menstrual (TPM);• Reduzem o risco de câncer de ovário e de endométrio (útero);• Reduzem a incidência de dismenorréia (cólicas menstruais) e diminuem o fluxo menstrual;• Levam à regressão de cistos de ovário que produzem hormônios.

2. Contraceptivos Injectáveis
Existem duas modalidades: mensal e trimestral. Apresenta excelente eficácia e é de fácil uso, pois a mulher não precisa de se lembrar todos os dias de tomar a pílula. Após a interrupção do uso, a mulher pode demorar algum tempo (até 9 meses) para conseguir engravidar.

3. Implantes
São cápsulas ou bastões de material contendo hormonas, que são implantados pelo médico debaixo da pele, no braço, próximo ao cotovelo. Duram até três anos e são de alta eficácia.

4. Anel Vaginal
São anéis de material plástico, também contendo hormonas. São inseridos dentro da vagina, onde devem ser deixados por três semanas. A mulher faz uma pausa de uma semana e reinicia o uso. Não atrapalha a relação sexual, nem causa incómodo. É bastante eficaz.

5. Adesivos Cutâneos
São semelhantes aos utilizados na terapia de reposição hormonal, em mulheres menopausadas. Os adesivos são "colados" na pele, e utilizados por três semanas, com pausa de uma semana. São bastante eficazes e de fácil utilização.

6. Contracepção de Emergência (Pílula do Dia Seguinte)
Faz com que o útero fique desfavorável à gravidez. Existem dois métodos. O primeiro consiste no uso de pílula própria, em duas doses: a primeira até 72 horas após o acto sexual e a segunda 12 horas após a primeira. O outro método consiste no uso da pílula comum, de forma que a mulher ingere duas pílulas até 72 horas após o acto sexual e mais duas 12 horas depois. Esse método só deve ser utilizado esporadicamente, devido ao esquecimento da pílula ou ao facto do preservativo ter rebentado. Também é indicada em casos de violação. Uma informação de extrema importância: o uso frequente leva à redução de sua eficácia.

Contracepção Cirúrgica
É o único método de contracepção definitiva, sendo utilizada por muitos casais. A esterilização feminina consiste na ligadura tubária, ou laqueadura. A masculina é a vasectomia. Devemos ressaltar que a vasectomia é um procedimento ambulatorial, que não requer hospitalização, é feita sob anestesia local e não causa nenhum tipo de disfunção sexual (como impotência). Esses métodos são de altíssima eficácia, mas suas indicações são bastante específicas. Assim, o casal deve procurar se informar com o ginecologista sobre a possibilidade de sua realização.

1 Comments:

Blogger Cristiana said...

Está muito original. Ah,Ah lol

8:12 AM  

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